Cinema português premiado em Badajoz
14/07/2025
O Festival Ibérico de Cinema de Badajoz distinguiu três obras portuguesas na sua 31ª. Edição que terminou a 11 de julho. As obras têm a assinatura de Joana Alves, Gonçalo Waddington e Gonçalo Almeida.
A curta-metragem "Porta-te bem”, de Joana Alves, recebeu o prémio de melhor curta-metragem no Festival Ibérico de Cinema de Badajoz e o prémio de melhor música original, que esteve a cargo de Miguel Vilhena. O filme conta a história de Filomena que vive sozinha numa aldeia do interior rural de Portugal e acaba de descobrir que não tem muito tempo de vida.
Esta distinção como Melhor Curta-Metragem no Festival Ibérico de Cinema de Badajoz, não só se traduz num prémio monetário no valor de 3.000 euros, como também garante que "Porta-te bem” seja admitida diretamente nas competições dos Prémios Goya e Feroz.
O Festival também distinguiu "À medida que fomos recuperando a mãe”, de Gonçalo Waddington, com o prémio do público. Produzido pela Terratreme, centra-se na história de um pai de quatro crianças que, após a morte da mulher, enfia-se na cama e no luto até a casa entrar em auto-gestão. "Os filhos mais velhos pensam em como arrancá-lo desse torpor; o mais velho começa por imitar a voz da mãe. Depressa a brincadeira foge do controlo, assim como as identidades de cada um", lê-se na sinopse.
"Atom & Void”, de Gonçalo Almeida levou para casa o prémio de melhor argumento. Esta curta sem diálogos, que teve a sua estreia mundial na última edição do Fantastic Fest, nos Estados Unidos da América, é uma produção da Ghostsong pictures, ambientada na caverna da aranha Valya, onde um estrondo repetido perturba a sua vida e a empurra para o desconhecido.

