CINEMATECA PORTUGUESA COM A OBRA INTEGRAL DE ALBERTO SEIXAS SANTOS NA PROGRAMAÇÃO

01/03/2016
Alberto Seixas Santos nunca deixou ninguém indiferente. A prova é a sua marca em alguns dos filmes mais importantes das últimas décadas, em exibição na Cinemateca Portuguesa, em Lisboa, de 21 a 30 março.

É a própria Cinemateca quem diz que "a sua obra parte de um diálogo continuado com o Portugal contemporâneo que faz do cinema um instrumento de pensamento, interrogação e afirmação, atravessado por um intransigente desejo de modernidade”, motivo que a levou, em 2012 e no contexto da rubrica regular de programação "Histórias do Cinema”, a dar destaque ao autor que protagonizou uma memorável série de 5 sessões-conferência dedicadas ao cinema de Jean-Marie Straub e Danièle Huillet, de quem é um admirador.

Hoje a história é outra e a retrospectiva que a Cinemateca lhe dedica já este mês, chamada "Alberto Seixas Santos — O Realismo Utópico",  centra-se na sua obra como cineasta, consubstanciada nas cinco longas metragens realizadas entre 1974 e 2011.

Falamos de "Brandos Costumes”, "Gestos & Fragmentos” e "Paraíso Perdido” (1974-1992), a trilogia inicial de filmes que refletem a ressaca do salazarismo, da revolução de 74 e do colonialismo português; "Mal” (1999), "um olhar sobre o mundo visto a partir de Portugal”; "E o Tempo Passa” (2011) que foi concebido sob o mote "De tudo se faz o mundo”.